Atualizando Smart Contracts

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Atualizando Smart Contracts: Desafios, Soluções e Exemplos de Código

A imutabilidade das blockchains oferece robustez e integridade, mas traz consigo o desafio de como atualizar smart contracts. Embora o código do contrato não possa ser alterado após sua implantação, existem maneiras de contornar esse problema. Neste artigo, exploramos várias técnicas com exemplos de código.

1. Padrão Proxy

Este é um padrão amplamente utilizado onde o contrato proxy encaminha todas as chamadas para o contrato lógico atual. A ideia é simples: em vez de atualizar o contrato em si, você atualiza o endereço para onde o proxy aponta.

Exemplo de código:

contract Proxy {
    address delegate;
    constructor(address _delegate) {
        delegate = _delegate;
    }
    function setDelegate(address newDelegate) public {
        delegate = newDelegate;
    }
    fallback() external {
        (bool success,) = delegate.delegatecall(msg.data);
        require(success);
    }
}

Vantagens:

  • Endereço consistente.
  • Preservação de dados.

Desvantagens:

  • Complexidade adicional.

2. Padrão de Armazenamento Externo

Neste padrão, a lógica e os dados do contrato são mantidos separados. Assim, você terá um contrato para a lógica e um contrato separado apenas para armazenar os dados. Isso permite atualizar a lógica sem afetar os dados.

Exemplo de código:

contract DataStorage {
    mapping(address => uint) public data;
}

contract Logic {
    DataStorage dataStorage;
    constructor(address _dataStorage) {
        dataStorage = DataStorage(_dataStorage);
    }
    function setData(address user, uint value) public {
        dataStorage.data(user) = value;
    }
}

Vantagens:

  • Separação clara entre lógica e dados.
  • Flexibilidade para atualizações.

Desvantagens:

  • Complexidade de gerenciar dois contratos.

3. Padrão Modular

Os contratos são divididos em diferentes módulos ou componentes. Assim, ao invés de atualizar todo o contrato, você pode atualizar apenas os módulos específicos que precisam de mudança.

Exemplo de código:

contract ModuleA {
    function logicA() public pure returns (string memory) {
        return "This is logic A";
    }
}

contract ModuleB {
    function logicB() public pure returns (string memory) {
        return "This is logic B";
    }
}

contract MainContract {
    ModuleA moduleA;
    ModuleB moduleB;

    constructor(address _moduleA, address _moduleB) {
        moduleA = ModuleA(_moduleA);
        moduleB = ModuleB(_moduleB);
    }
}

Vantagens:

  • Atualizações específicas e menores.
  • Flexibilidade para mudanças.

Desvantagens:

  • Coordenar múltiplos módulos.

4. Frameworks de Atualização

Existem frameworks e soluções prontas para uso, como o OpenZeppelin’s Upgrades, que facilitam a atualização de contratos. Essas soluções geralmente combinam várias das técnicas acima para oferecer uma maneira mais integrada e segura de atualizar contratos.

Exemplo de código: Usar o OpenZeppelin pode ser tão simples quanto:

const { deployProxy } = require('@openzeppelin/truffle-upgrades');

const MyContract = artifacts.require('MyContract');
module.exports = async function (deployer) {
  const instance = await deployProxy(MyContract, [arg1, arg2], { deployer });
  console.log('Deployed', instance.address);
};

Vantagens:

  • Facilidade de uso.
  • Testado pela comunidade.

Desvantagens:

  • Confiar em terceiros.

Conclusão

Atualizar smart contracts é um desafio, mas, com as abordagens certas, é possível manter a flexibilidade sem comprometer a integridade da blockchain. A chave é entender as nuances de cada método, realizar testes extensivos e se comunicar de forma transparente com os stakeholders.

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Written on September 14, 2023