Dança da Centrífuga

Dança da Centrífuga

Roda o asfalto, gira o tambor,

Corta o ar o sopro do motor.

Gira o volante, busca a fração,

Mede no milésimo a colisão.

Lindo o trajeto, puro esplendor,

Vence quem chega, perde quem for.


Quem precisa da rocha no alto a prumo?

Quem precisa da corda indicando o rumo?

A pedra sustenta o peso do pé,

Mas a pista exige correr sem fé.


Cada sentença dada no nó,

Pesada na balança, reduzida a pó.

Sorriso na face, dente no trilho,

Cuidado no passo, foco no brilho.

Engrenagem acesa, fogo sem luz,

Ritual de cinza que o circo conduz.


O trono do centro começa a ranger,

A nódoa do topo vai se desfazer.

A rede se espalha, o fluxo é sem dono,

O saber se evapora do alto do trono.


Pisa no pedal, celebra a largada!

Acelera o vácuo na curva fechada.

Bate o aplauso, ergue o metal,

A glória da névoa no ponto final.

"Buy Me A Coffee"

Written on July 30, 2026